sábado, 13 de janeiro de 2018

Primeira semana agitada!

Nossa primeira semana no apartamento foi marcada por muito agito! Além da montagem dos móveis, aconteceram 3 situações curiosas por aqui:

1) Num belo dia, assim que o Armando saiu do banho, começou a tocar o alarme de incêndio dentro de casa '-' ficamos preocupados, porque já ouvimos histórias de várias pessoas que quando estão cozinhando algo que sai muita fumaça, ativa o alarme de incêndio (e pode gerar multa). Como não estávamos cozinhando nada, achamos estranho. Abri a porta do corredor e o corredor todo estava fazendo barulho. Pouco depois (menos de 5 min, eu diria) chegou dois caminhões de bombeiros. Eles avisaram tipo num autofalante que iam procurar o incêndio e que voltavam com mais informações. Nos trocamos e ficamos esperando no lobby do prédio pra ver o que acontecia. Depois de um tempo, descobriram que não tinha incêndio nenhum e os bombeiros foram embora '-' 

Bombeiros no nosso prédio
2) No dia seguinte a esse incidente, 8h da manhã, novamente o alarme de incêndio toca. Como já tinha havido um alarme falso na noite anterior, imaginamos que devia ser algum problema no sistema/fio. Os bombeiros chegaram rápido novamente  e avisaram que iam procurar o incêndio. Novamente não encontraram nada e falaram no auto-falante que devia ser um problema no sistema de alarme, que iriam verificar. 

3) Na quinta acordamos com um recado na nossa porta falando que no sábado haveria uma manifestação dos moradores para que a empresa que administra o prédio aumentasse o aquecimento do prédio, porque muitas pessoas estavam reclamando que estava frio dentro dos apartamentos '-' no dia seguinte a isso, a administradora deixou um recado dizendo que responsáveis iriam medir a temperatura interna de todos os apartamentos (aqui ficou em 24 graus Celsius na sala e 26 no quarto). No sábado, houve mesmo uma manifestação no lobby, com direito a cameramen (não sei se passou na TV), plaquinhas coladas em madeiras e músicas rimando, bem estilo filme americano. Abri a porta rapidinho pra espiar, não tirei fotos haha *medo* e voltei pra dentro pra continuar a montagem dos móveis. Uns dias depois, quando estávamos voltando pra casa tinha um cameramen e uma repórter por aqui de novo, dessa vez entrevistando uns moradores no lobby '-' Essa semana a administradora enviou pra todos os moradores um report mostrando que em nenhum apartamento quando foi medido a temperatura interna estava menor do que a requerida por lei (que é de 21 graus Celsius).

Até mais,
Mari! =D

PS: Logo quando nos mudamos deram uns papeis explicando o que fazer em caso de incêndio no prédio. Ele fala quando você deve sair do apartamento e quando você deve ficar e o que fazer em cada situação. Acho que ler isso me ajudou a não entrar em desespero quando o alarme começou a tocar hahaha (e também saber que às vezes ele toca por besteira, como quando estão cozinhando). Como a gente mora no térreo, a gente pode escolher ficar no apartamento e, se precisar sair, só sair pela porta da frente, sem precisar passar por corredores ou escadas, o que é muito prático! :) 

PS2: Aqui eles levam mesmo a sério esse negócio de incêndio! Me lembro um dia em Brasília que um botijão de gás começou a vazar em um apartamento e quando ligaram pros bombeiros eles disseram que não poderiam ir porque o carro não conseguia entrar no condomínio, então, recomendaram por telefone o que fazer '-' ou outro dia que realmente teve um incêndio num apartamento em um outro bloco e os bombeiros também não foram (não sei como o fogo apagou). Ou outro dia que estava pegando fogo em plena seca num matinho atrás do muro do condomínio e a gente já estava vendo as chamas por cima do muro e nada de bombeiros aparecerem '-'

sexta-feira, 12 de janeiro de 2018

Aventuras mais ao norte #1: Home sweet home [Vídeo]

Para mostrar nosso novo apartamento e como foram os primeiros dias de mudança (problemas, chegada dos móveis, montagem dos móveis), resolvi fazer pequenos vídeos diários para acompanhar e deixar registrado tudo, porque eu acho que dá pra se localizar melhor num apartamento por vídeos, ao invés de fotos (eu sempre fiquei meio perdida pra saber qual porta dá pra onde nas fotos de apartamentos que eu não conheço) xD


Lembrando que o aluguel que estamos pagando para este apartamento é de $1.500,00 CAD por mês, com a água e aquecimento incluso. Por fora, só temos que pagar a luz (que aqui se chama hydro. Ainda não recebemos nenhuma conta, mas o antigo morador disse que gastava menos de $50,00), internet (contratamos da Bell por uma promoção que no primeiro ano sai por $59,00 + taxas só internet) e lavanderia ($2,25 lavagem normal na máquina menor, $2,50 lavagem pesada na máquina menor, $2,50 lavagem normal na máquina maior, $2,75 lavagem pesada na máquina maior, $2,00 secadora. Não tem diferença nos preços se colocar nível baixo de água/pouca roupa ou encher tudo)

Enjoy,
Mari! ;)

PS: Não sei se rolarão mais outros vídeos no futuro, porque dá muitoooo trabalho pra editar (e eu estou ficando sem tempo pra isso no momento) e eu gosto mais de escrever mesmo. Mas fica aí uma possibilidade, quem sabe ;)

PS2: Mais algumas fotos desses dias! xD
Nível de organização do primeiro: 10/10
Aeee começando os trabalhos \õ/
Primeira tentativa de montagem: SUCESSO! \õ/
Parte do lixo das caixas da cama (eram 3 caixas!!)
Outra parte do lixo <õ>
Montando sozinha a fruteira \õ/

terça-feira, 9 de janeiro de 2018

Mudança

Nossa mudança começou no dia primeiro de janeiro, no fim da manhã. Já estávamos com todas nossas coisas organizadas nas caixas/malas (que arrumamos no dia anterior), então, só tomamos café e partimos pra colocar as coisas do lado de fora da casa para podermos chamar um Uber.

Nossas caixas e malas maiores e mais pesadas esperando pelo Uber xD
Assim que o primeiro Uber XL chegou, olhou pras nossas caixas/malas e disse que não caberia no carro dele '-' Resolvemos tentar pedir um outro Uber XL, já que não tinha o SUV disponível (achamos que o primeiro XL não queria dobrar os bancos de trás pra gente). O segundo Uber disse que poderia nos levar sim \õ/ então, ele virou os bancos traseiros e colocamos tudo lá dentro (ele ainda ajudou e foi super simpático e legal durante todo o trajeto! Até demos uma gorjeta pra ele por toda a ajuda que nos deu). 

Chegamos ao apartamento e nos deparamos com o chão sujo (não sei se de pó de reforma ou de sal da rua), sem aquecedor arrumado e sem parede pintada. Antes de nos mudarmos, nos disseram que iriam arrumar tudo isso e que estaria tudo pronto pra gente dia primeiro. Resolvemos deixar tudo como estava pra falar com a equipe do prédio no dia seguinte e fomos almoçar no Burguer King das redondezas.

Comidos \õ/
Conhecendo as redondezas
Depois do almoço, voltamos pro nosso Airbnb pra pegar o resto das coisas (malas pequenas e algumas caixas). Por sorte, nosso host chegou bem na hora que a gente estava saindo pra pegar o ônibus e se ofereceu pra levar a gente de carro, já que estava bem frio no dia. Depois que chegamos, passamos aspirador e pano no chão do quarto para podermos dormir num local relativamente limpo, enchemos o colchão de ar  (já que os móveis e colchão só começariam a ser entregues no dia seguinte) e nos preparamos pra dormir.

Como estava beeem frio no apartamento (acho que uns 15 graus celsius), pegamos tudo o que era possível que tínhamos pra nos cobrir (lençóis, toalha de mesa, um cobertor de uma pessoa) e fomos dormir (eu ainda coloquei um casaco com capuz, luvas e duas meias. Parecia o inverno de Porecatu quando eu era pequena, que dormia com duas a três cobertas/edredons).

Até mais,
Mari! xD

domingo, 7 de janeiro de 2018

Virada do ano e GO Transit

Caramba, aconteceu tanta coisa nesses últimos dias que nem lembrei de contar como foi a nossa virada do ano por aqui!

Depois de conversarmos com amigos e família do Brasil pelo skype durante a virada do ano no Brasil, saímos para a virada do ano canadense. Escolhemos passar no Rec Room, que é um lugar que tem jogos de fliperama, restaurantes, pista de dança, DJ e na virada do ano ia ter um evento chamado "Dance Dance Resolution", que consistia numa competição do jogo Dance Dance Revolution (daqueles de dança que tem que pisar nos quadrados na hora certa, sabe?). 

Acredito que um lugar mais famosinho pra passar a virada aqui seria na Nathan Phillips Square, mas queríamos conhecer o Rec Room mesmo. No Aquário também estava tendo um evento pra virada, mas tinha que pagar uma entrada meio cara xD A título de curiosidade, esta virada de ano estávamos sob alerta de frio extremo aqui em Toronto, então, as comemorações na praça foram reduzidas (tanto o tempo de show quanto o tempo da queima de fogos), para que as pessoas voltassem pra casa logo e tivessem menos chance de ter problemas por causa do frio! Além disso, a equipe que organiza o evento de Polar Bear Dip (mergulho dos ursos polares) aqui em Toronto também cancelou o famoso banho coletivo no lago que acontece todo dia dia primeiro de janeiro há 13 anos, para preservar a saúde dos participantes (apesar de que eles encorajaram as pessoas a pularem em montes de neve vestindo roupa de banho e postarem as fotos nas redes sociais para manter a ideia do movimento)

Já que todo o transporte público em Toronto seria de graça na noite do dia 31 até a madrugada do dia primeiro (para que as pessoas voltassem de forma segura para casa), resolvemos explorar os trens de Toronto, da rede GO Transit. Fomos a pé até a estação de Scarborough e esperamos o trem. A estação era meio confusa, não tinha placa dizendo pra qual direção deveríamos ir se quiséssemos ir para o centro, então, acabamos perguntando pra outros passageiros que estava lá esperando também.

O trem do Go Transit é enooorme (dois andares) e tem até banheiro dentro dele! É tipo um trem de viagem intermunicipal mesmo, mas que tem algumas (poucas) paradas no meio cidade. O preço normal pra andar nele é um pouco maior do que o do TTC e eles aceitam pagamentos pelo cartão do Presto.

Scarborough Station

Esperando o trem no frio (tem umas áreas protegidas do vento na estação, mas não é onde estávamos xD)
O tamanho do trem!!

Banheiro dentro do trem e poltronas mega chiques!
Nóis nos aquecendo <õ>
A viagem foi rápida até e em toda a estação tinha a voz do auto falante que dizia o nome de onde estávamos parando. Descemos na Union Station, que é uma estação enorme que é meio que o ponto de encontro de todo o sistema de transporte de Toronto. De lá, fomos andando até o Rec Room pelo Path.

Chegamos ao Rec Room umas 10h30 e tinha fila pra entrar! Achei que os canadenses fossem mais pontuais xD (o evento começou as 9h). Ficamos um tempo na fila e conseguimos entrar. Como já tínhamos comprado o ingresso pela internet, ganhamos carimbos e fomos comer, pois estávamos morreendo de fome. No Rec Room tem 2 restaurantes: um que tem lugar pra sentar bonitinho com garçom e tudo (que foi onde fomos, porque não achamos o outro) e um outro que vende mais fast food (basicamente poutine, pizza e donuts) que você come meio que espalhado no ambiente. 
Nossos carimbos (e meu funguinho xD)
Quando sentamos pra pedir, uma garçonete veio nos atender, entregou os cardápios e disse que a cozinha já ia fechar, para escolhermos algo logo (mas ela disse isso pedindo mil desculpas estilo canadense hehe). Pegamos o prato que achamos mais normal e relativamente barato: hamburguer com batata frita (que dividimos), apesar de eu ter ficado tentada a pedir Devil Eggs pra experimentar xD a moça trouxe uma garrafa de água grátis e depois trouxe nossa comida.
Enquanto espera a comida, fotos com o centro da cidade ao fundo!

Última jantinha de 2017

Enquanto estávamos comendo, já estava rolando a final do DDR e estavam passando nas Tvs do restaurante
Competidores finalistas (o jogo é aquele mesmo do Play 2, inclusive com aquele tapete que não fica bem fixo no chão e fica dobrando e se mexendo dependendo do movimento da pessoa xD bons tempos quando eu tinha um!)
Quando acabamos, pedimos a conta (que demorou pra chegar) e fomos tentar guardar nossos casacos no guarda-casacos, mas eles não estavam mais recebendo =( então, ficamos rodando o lugar com nossos casacos mesmo. Colocamos $30,00 de crédito num cartão (que deu 200 fichas) e fomos jogar \õ/ fomos também ver o DDR, que ficou liberado de graça depois da competição, mas sempre tinha gente e não quisemos ficar esperando na fila pra jogar. Além dos jogos de fliperama, lá também tem sinuca, ping pong, um jogo não identificado (parecia um mini curling, mas não sei se funcionava da mesma forma) e uma pista de dança que estava sempre lotada quando a gente passava por perto.

Em algum momento da noite, o DJ parou a música, começou a contagem regressiva dos 10 segundos, as pessoas desejaram feliz ano novo pros amigos e voltamos a jogar xD os jogos estavam bem movimentados e geralmente tinha que esperar a vez pra jogar. Alguns (tipo mario kart) tinham uma fila maior, mas normalmente procurávamos jogos desocupados mesmo. Jogamos até cansar e não conseguimos acabar com todos os créditos. Quando deu 1h30 percebemos que a quantidade de gente estava diminuindo consideravelmente e, como estávamos cansados, resolvemos ir também. Antes de ir embora, comemos um donut pra aguentar o caminho de volta! Passamos na lojinha da saída pra ver se podíamos trocar as fichas que ganhamos nos jogos por alguma coisa interessante, mas resolvemos guardar pra juntar mais depois xD
Party hard \õ/
Devido a hora que os trens, metro e ônibus iam sair, resolvemos voltar de metro + ônibus (um caminho que já estamos muito acostumados a fazer e que seria mais rápido que esperar o GO Transit). Ao chegar em casa, fomos logo dormir porque assim que acordássemos, íamos começar nossa mudança!
Union Station
Bandeiras na Union Station

Como essa moça com as pernas de fora sobrevive ao frio de Toronto eu não sei!! Estava muitoo frio nessa noite (alerta de frio extremo, lembra?) e ela assim '-' não parecia estar com meia calça cor de pele não (só se fosse daquelas fininhas, o que ainda assim não é suficiente pro frio <õ> eu estava sofrendo com duas calças!)
Bandinha tocando no metro de madrugada!! Quase parei pra assistir, se não fosse tão tarde (ou seria cedo?)
Até mais,
Mari! =D

sábado, 6 de janeiro de 2018

Community Centres

Esses dias fomos conhecer um Community Centre que tem perto de onde estamos morando, o Main Square Community Center. Existem vários (vários mesmo) como ele espalhados pela cidade e cada um oferece serviços diferentes.

Nesse que fomos a moça explicou pra gente as aulas que existem e pudemos andar por lá pra conhecer o local. Dá pra fazer aulas de natação ridiculamente baratas (uma aula, $4,00. Se fizer o plano de um ano, sai por $233,50 tudo). Tem uns dias específicos na semana em que a piscina (é coberta) está liberada pra banho livre. Tem uma academia de tamanho médio. Não vi professor, só instruções de exercícios na parede. Mas não pudemos entrar pra explorar na área dos equipamentos, porque tem que ter tênis específico pra entrar nessa parte da academia, então, o professor podia estar escondido xD Tem um salão grande, que imagino que seja onde acontecem as aulas de yoga, pilates, tai chi e outras. Tem também uma mesa de ping pong (imagino que pra aulas).

Existem vários planos de aula. Dá pra pagar só a academia ($157,50 por um ano), fazer um combo academia + aulas de cardio+natação ($249,00 por um ano). Dá pra pagar por dia que for ou fazer planos de 1 mês, 3 meses, 6 meses ou um ano. No site tem programas específicos pra crianças e adolescentes também, mas não cheguei a pedir informações sobre isso. Ahh! E pelo que a moça falou, qualquer um pode participar, não precisa ser PR.

Achei um lugar beeeem interessante pra fazermos aulas a preços acessíveis :) quem sabe mais pra frente, quando estivermos empregados xD heheh (a moça até deu um papel pra preencher sobre renda e etc... que acho que poderíamos ter desconto/não pagar por não estarmos trabalhando, mas não sei se vamos aplicar por ele ~.^)

Explorando os sites de outros Community Centres vi que tem uns que tem pista de patinação de gelo *-*, aulas de dança, de instrumentos musicais. Mas achei a parte das taxas pelo site meio confusas, acho que quando for o caso, a melhor solução é ir no lugar mesmo pra pedir as informações certinhas :)

Até mais,
Mari! =D

sexta-feira, 5 de janeiro de 2018

Um mês!

Não acredito que só faz um mês que chegamos! Parece que já passou muito mais tempo! <õ> e ao mesmo tempo, parece que foi tão rápido.

No geral, as coisas estão caminhando mais ou menos como a gente esperava. Nosso foco maior era achar um apartamento, e conseguimos \õ/ agora falta montar os móveis e estaremos 100% estabelecidos pra começar a dar os próximos passos (basicamente, achar emprego).

Já tiramos o SIN number, abrimos conta no banco, pegamos número de telefone, mudamos, compramos móveis, atualizamos o endereço pra receber o PR card, estou estudando pra prova teórica pra tirar a carteira de direção, conhecemos os arredores, sabemos andar no transporte público, fizemos nosso teste de nivelação de inglês, Armando enviou os documentos para fazer um curso para engenheiros formados no exterior (e conseguiu uma vaga \õ/), mandei alguns currículos (sem resposta ainda).

Descobrimos muitas coisas novas, comidas diferentes, estilos de vida variados, tivemos contato com muitooo friooo, neve de montão (muitoo legal e linda *-*) e muitas pessoas educadas, simpáticas e amigáveis já cruzaram nosso caminho. Pequenas coisas no dia a dia, mas que fazem uma diferença enorme na sua vida. Aparentemente as pessoas aqui são mais tranquilas com relação a prazos (não com relação a atrasos, mas com relação a esperar mais tempo pras coisas), não querem tudo pra ontem e nem são tão apressadas na vida. E se importam com o cliente (ligaram pra avisar o horário que iriam entregar o colchão. Faltando dois minutos ligaram pra avisar que não conseguiriam chegar naquela hora e disseram outro horário. E chegaram EXATAMENTE na hora).

As pessoas aqui realmente usam o telefone pra ligar. Não tem essa de mensagem, whatsapp e, muitas vezes, nem e-mail, pra entrar em contato, preferindo deixar mensagem de voz na caixa de mensagens do telefone do que optar entrar em contato por outros meios (que muitas vezes seriam mais fáceis).

Os produtos no mercado visam a praticidade. O leite é pasteurizado e não tem embalagem Tetrapak <õ> As informações nutricionais das embalagens são diferentes do Brasil (quando eu comprava legumes congelados não tinha muita informação no sentido de fibras e vitaminas nas embalagens e eu sempre me perguntei se eles não mediam ou se realmente perdia esses nutrientes quando congelava e aí não fazia sentido comprar o congelado ~.^ mas aqui, tem essas informações nos produtos congelados \õ/ por  outro lado, não vejo tantos nomes estranhos aqui na composição... não sei se é porque não tem ou se eles não colocam ~.^). Existem muitos produtos de limpeza de origem natural e que não fazem mal ao meio ambiente e a preços acessíveis :) Não vejo tanta preocupação com economia de água (todas as casas tem banheira. E preciso de uns minutinhos pra conseguir achar a temperatura ideal no chuveiro. Sem chance de desligar pra me ensaboar e ligar de novo, como eu fazia no Brasil. Infelizmente vou demorar mais pra achar a temperatura ideal de novo do que me ensaboar com ele ligado mesmo)

Compramos muitas coisas legais, diferentes, baratas e que nunca imaginaríamos que seria possível ter no Brasil (tanto pela disponibilidade quanto pelo preço). Vimos lojas que queremos voltar quando tivermos mais dinheiro. Tivemos atendimentos excelentes em lojas. E também atendimentos meio confusos quando é em restaurante e você é atendido por chinês '-' Os serviços em geral são bem tranquilos e menos burocráticos do que no Brasil (a ponto de não precisar de comprovante de residência pra mudar seu endereço ou fazer qualquer outra coisa no banco, poder mudar de plano de celular pelo seu perfil online no site da empresa) e também muito eficientes (a ponto de ter uma data prevista pra entrega dos produtos e eles irem uma semana antes e a gente ainda nem tinha mudado pro endereço que demos).

O Canada Post funciona mais ou menos como os Correios. Às vezes, quando compra coisas online, eles não entregam na sua casa, mas no Canada Post mais próximo (e tem que levar um comprovante de residência. Não sei porque eles sempre pedem isso ~.^)

Foto no centro da cidade, de um dia desses...
Até mais!
Mari =D

quarta-feira, 3 de janeiro de 2018

English Assessment no YMCA

Depois de 3 dias de uma mudança conturbada, que ainda não acabou e que irei comentar em um post em breve, fomos fazer o teste de inglês no YMCA, pois, a partir do resultado, poderíamos ser encaminhados para cursos do governo de inglês e/ou de colocação profissional.

Deixamos uns mocinhos instalando o aquecedor (sim, estava a maior friaca dentro do apartamento) e fomos ao YMCA do centro. Almoçamos perto da estação College e fomos fazer a prova, que é bem basicona. 

Primeiro teve um listening/speaking em que a moça colocava um áudio e depois fazia perguntas sobre o que eu tinha acabado de ouvir. No fim, ela fez uma pergunta que pedia minha opinião sobre morar na cidade ou no campo. Em seguida, ela me encaminhou pra uma sala pra fazer o writing (IELTS feelings). 

O writing é dividido em 3 partes. A primeira é copiar um textinho de nada (não entendi o porquê disso... se é pra ver seu tipo de letra ou se é pra pessoas com 0 inglês ou o que '-'), a segunda parte era pra falar de um momento importante da minha vida (do Armando foi pra descrever um lugar e dizer onde era, sensação que sentia, com quem estava) e a terceira foi pra falar sobre professores amigáveis x professores exigentes (do Armando era sobre morar na cidade x morar no campo). Tínhamos meia hora pra fazer, mas não tinha limite ou mínimo de palavras nem nada, então, peguei meus conhecimentos quase esquecidos do IELTS e escrevi. 

Depois, veio o reading, que nem se compara com o do IELTS. Eram questões de múltipla escolha (4 opções) sobre imagens ou textos, que iam aumentando a dificuldade ao longo da prova. Também tínhamos meia hora pra fazer (acho que eram 30 questões), mas em menos de 20 minutos eu já tinha acabado.

Aí a moça apareceu pra conversar de volta. Assinei uns papeis e ela disse meu resultado: 8 em cada uma das provas (acho que 8 é o máximo ~.^). Ela perguntou se eu queria falar com um especialista e eu disse que sim, então, fiquei lá esperando com o Armando para sermos chamados (e conhecemos um brasileiro que estava por lá também). 

A especialista nos chamou e confesso que fiquei um pouco decepcionada. Esperava que ela desse opções concretas de coisas que poderíamos fazer e tal (da primeira vez o moço tinha dito que precisávamos das notas para ele nos encaminhar pros cursos, então, imaginei que já faríamos matrícula e sair com um plano traçado), mas não foi beem assim. Ela perguntou nossas notas, viu nossas informações no nosso perfil lá e indicou o que achou que seria melhor pra gente.

Pro Armando, com a nota dele, ele poderia fazer logo um bridging program de engenharia (que basicamente é um curso pago que ajuda a tirar a licença pra trabalhar em engenharia), não precisaria fazer curso de línguas. O problema é que ele não pretende tirar a licença agora, por não ter experiência de trabalho. Então, ela imprimiu um papel com informações de trabalhos na área de engenharia que ele pode fazer sem ter a licença (que eu já tinha pesquisado na internet, mas vai ser bom ter isso impresso). Perguntamos sobre os cursos de inglês que o outro moço tinha sugerido (que eram de graça e que tinham um estágio não pago na sua área) e ela disse que pode ser uma opção pro Armando, que ele teria que ligar pros locais do curso pra se matricular (achei que ela daria alguma ajuda nisso, mas nada)

Pra mim, ela disse que os veterinários que ela conhece que chegaram, começaram com trabalho voluntário. Então, ela me deu uma lista de sites onde eu poderia achar voluntariado e disse pra eu procurar trabalhar de voluntária em hospitais veterinários (ou outros lugares de animais, tipo abrigos ou zoológico), que eles sempre querem/aceitam. O problema é que eu não sou da área da clínica, então, não sei bem como esse tipo de voluntariado poderia me ajudar a trabalhar num laboratório nem o que eu faria num hospital aqui (até onde eu sei, normalmente aqui não tem laboratório nas clínicas, ou quando tem quem trabalha no laboratório é o mesmo técnico que faz todo o resto e não alguém específico, mas vou pesquisar mais sobre isso. De qualquer forma, minha intenção não é tirar licença e eu disse pra ela, pelos motivos que eu já comentei num outro post, então, realmente não sei como essa sugestão poderia me ajudar). 

De qualquer forma, eu já tinha a intenção de fazer voluntariado, não com o objetivo de arranjar um emprego em veterinária com isso, mas pra ajudar a comunidade e como realização pessoal mesmo. Inclusive, já tentei me candidatar pra algumas vagas que eu vi, mas nunca tive retorno. Comentei com a moça e ela perguntou quem tinha revisado meu currículo aí eu disse "ninguém". Ela perguntou se eu tinha cover letter e eu fiquei em dúvida, porque pelas minhas pesquisas cada vaga que você aplica tem uma cover letter diferente e era o que eu vinha fazendo. Então eu não tinha uma cover letter fixa, mas já tinha feito várias. Ela tomou minha hesitação como um "não" e pegou uma lista de agências de emprego que poderiam me ajudar a fazer um resumé e uma cover letter, viu a que era mais perto da onde estou morando e me disse pra ir lá '-' então, um dia desses irei passar lá pra ver se eles podem me ajudar mais do que ela pôde. Além disso, ela disse que conseguir uma vaga de voluntário aqui pode ser tão difícil quanto achar emprego '-' como voluntariado não dá dinheiro e já temos conta a pagar aqui, não sei se vai ser uma opção no momento seguir a sugestão dela de voluntariado pra conseguir um emprego depois ~.^ (a não ser que eu tenha outro trabalho e um voluntariado, que já era minha intenção de fazer eventualmente mesmo)

Ahh! E eu também esperava poder fazer algum de curso de inglês, mesmo tendo ido bem nas provas, só pra praticar conversação mesmo e ir ganhando confiança (e conhecer pessoas). Mas aparentemente, só faz curso quem realmente precisa e pra eu ganhar confiança no meu nível só metendo as caras pra falar com pessoas aleatórias na rua mesmo <õ>

No geral, não foi uma perda de tempo ir ao YMCA. Fizemos o teste de nivelação de inglês (que era o primeiro passo pros cursos, principalmente pro Armando), a consultora nos forneceu algumas informações interessantes, deu sugestões do que podemos fazer pra trabalhar na área dos cursos que fizemos no Brasil e também nos inscrevemos em alguns workshops que vão ter esse mês (sobre resumé e como achar emprego. Vamos ver se serão bons). 

Eu fui lá esperando mais do que apenas sugestões, algo mais concreto, mas acho que não é essa a função do YMCA aqui. Eles te dão dicas e sugestões gerais do que você pode fazer, mas nada muito específico ou além disso. Não senti uma ajuda muito específica pro meu caso (laboratório veterinário), por exemplo. E também não senti que eles auxiliam na possibilidade de mudança de área, caso essa seja a intenção (o que até faz sentido, porque a gente foi selecionado pra vir como "trabalhador qualificado". Então, acho que a intenção é que você continue fazendo o que você já fazia e eles te ajudam/tentam ajudar com informações pra isso). Talvez numa época pré-internet eles fossem mais úteis, mas vamos aguardar as cenas dos próximos capítulos pra saber!

Espero que logo (tipo, amanhã) eu traga boas notícias sobre nossa mudança finalizada!
Até mais,
Mari! =D